Projeto de Lei Ordinária nº 146 de 12 de Novembro de 2025
Senhor Presidente
Senhores Vereadores
As mudanças climáticas já são uma realidade que afeta profundamente as cidades brasileiras. Com São Vicente, localizada em área ambiental acentuada, com ecossistemas de praias e manguezais, não é diferente.
As alterações climáticas não apenas comprometem a infraestrutura urbana e o meio ambiente, mas também impactam diretamente o ambiente escolar, afetando a saúde, a segurança e o aprendizado de muitas crianças, adolescentes e profissionais da educação.
O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta que eventos extremos de calor e tempestades se tornarão cada vez mais frequentes, exigindo políticas públicas de adaptação e resiliência. Nesse contexto, as escolas precisam estar preparadas para garantir condições adequadas de conforto térmico, segurança e sustentabilidade.
Neste ano de 2025, o Brasil sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém do Pará, um marco histórico para o país e para a América Latina. O evento reafirma o compromisso nacional com a Agenda 2030 e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
O presente Projeto de Lei está em plena sintonia com essas iniciativas nacionais e internacionais, propondo que o Município de São Vicente institua diretrizes locais para a Política de Adaptação Climática na Rede Municipal de Ensino, de forma a preparar as escolas para os desafios ambientais que já se apresentam e que tendem a se intensificar nas próximas décadas.
Trata-se de uma proposta que busca garantir não apenas o conforto físico e a segurança das comunidades escolares diante de eventos climáticos extremos, mas também formar uma geração mais consciente e engajada com o futuro sustentável da cidade e do planeta.
Ao integrar a política municipal de educação com a pauta climática, São Vicente se coloca em sintonia com o movimento global de educação para a sustentabilidade, amplamente debatido durante a COP 30, consolidando-se como uma cidade pioneira e comprometida com a transformação ambiental e social, mais sustentável, preparada e educadora em tempos de emergência climática.
Desta forma, submeto à apreciação deste Egrégio Plenário o seguinte: